História do Bernardo

Nos apaixonamos pela Dra Carolina logo na primeira consulta. Saímos de lá conhecendo e entendendo o que aconteceria dali para frente, todos os exames, datas e o porquê deles. Ali tivemos a certeza que ela seria a nossa médica e nos acompanharia nesta jornada. Começamos os exames de rotina, e na US morfológica da 22⁰ semana, tudo conforme esperado até o último minuto. Quando o exame estava terminando, Bernardo ficou em uma determinada posição em que era possível ver uma “sombra” em seu pulmão. Falamos com a Dra Carolina no mesmo dia e na semana seguinte já marcamos outra US Morfológica com Dr Renato Sá, chefe da Medicina Fetal da Perinatal. No US foi confirmada a sombra no pulmão, mas existiam dois diagnósticos possíveis, Sequestro Pulmonar ou MAC, nenhum deles era bom. A partir daí Dra Carolina montou uma força tarefa para o Bernardo e nós 2. Além do acompanhamento nas consultas de pré-natal, faríamos o US com Dr Renato a cada 2 semanas. E assim, com a Dra Carolina aprendemos sobre os possíveis diagnósticos e a perspectiva do Bernardo pós-parto. E sem a gente pedir, ela montou um time de médicos incríveis para nos acompanhar nessa jornada, tudo orquestrado por ela, sem que a gente se preocupasse com nada. A dúvida do diagnostico se prolongou por 4 semanas, e na 27⁰ semana em uma ressonância magnética, foi dado o diagnóstico de sequestro pulmonar. Foram necessários 4 médicos especialistas para acharem uma única veia que alimentava a sombra do pulmão. Este foi um momento difícil para mim, ao mesmo tempo estava feliz por um diagnóstico e por ter os melhores médicos cuidando do meu filho, mas também triste por saber que Bernardo precisaria de todos aqueles médicos para ter um diagnóstico. Na consulta seguinte, Dra Carolina com um carinho enorme por nós, nos tornou experts em sequestro, e nos tranquilizou na medida do possível. Na 27⁰ semana também tive o diagnóstico de diabetes gestacional, sendo necessário acompanhamento com endocrinologista, medições diárias da glicose e controle severo da alimentação. Durante as ultrassonografias de acompanhamento, vivemos sob tensão, sem saber se precisaríamos de uma cirurgia intra útero, se Bernardo precisaria de uma cirurgia durante o parto, se ele ficaria na UTI, ou se a cirurgia seria com 1-2 meses de vida. Dra Carolina estudou muito sobre a condição do Bernardo e optou por injeções de corticoide, para ajudar o seu pulmão. Passei a utilizar insulina por conta disso, mas o corticoide poderia ajudar o Bernardo. Na US da 35⁰ semana com Dr Renato uma surpresa, a área do sequestro havia diminuído, ou melhor, parado de crescer. Lembro da emoção do Dr Renato e da Dra Carolina. Fiz novamente uma RM para confirmar e havia diminuído. E com isso teria mais chances de não operar no parto, voltar para casa com Bernardo nos meus braços, e futuramente uma cirurgia menos invasiva, quando ele estivesse mais forte. De qualquer modo, Dra Carolina indicou uma cesárea com 38 semanas, caso acontecesse algo no momento do nascimento. Toda a equipe médica estaria preparada, e no caso dele ir para a UTI, meu parto foi agendado para a manhã, para que fosse possível vê-lo na uti no mesmo dia. O dia do parto foi incrível! Dra Carolina nos tranquilizou, cuidou de nós como o anjo que foi na gestação inteira. Nunca me esquecerei de quando ela segurou minha mão durante a anestesia, me passando tranquilidade, cuidado, carinho e amor. Tive uma cesárea humanizada que queria. Bernardo nasceu maravilhosamente bem, respirando perfeitamente e ficou no quarto comigo, não saiu do meu lado em momento algum. Até hoje não sabemos o porquê do sequestro, que estava crescendo a cada ultra, teve uma involução. Se foi o corticoide, ou um milagre, não sei. Para nós, foi a Dra Carolina, que lutou lado a lado com a gente para que Bernardo nascesse e pudesse crescer bem.

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