História da Clara

A chegada da Clara foi algo muito esperado e, conforme diz Marcelo, planejado nos mínimos detalhes. Desde a mudança para um apartamento maior, passando pela troca por um carro com porta-malas grande até ao que realmente fez a diferença: o pré-natal. Em função de uma síndrome de ovário policístico optamos por realizar uma vídeohisteroscopia antes de interromper o uso de anticoncepcional e engravidar. Cirurgia marcada, um problema burocrático no plano de saúde fez com que o procedimento tivesse que ser adiado um dia, mas uma viagem já programada da cirurgiã inviabilizou, naquele momento, o procedimento. Após isso resolvemos de imediato interromper o uso de anticoncepcional. Após muita conversa, alguns exames solicitados e com planos de engravidar em até um ano, começava meu pré-natal. Sem muito esperar e, para minha surpresa, menos de dois meses depois, um teste de farmácia indicava a gravidez que seria depois confirmada pelo exame de sangue. Quando as duas listrinhas apareceram no teste de farmácia, fiquei nervosa, não sabia o que pensar. Liguei pra minha mãe, pro Marcelo e pra minha irmã. Passado o susto, era hora de planejar os próximos meses, afinal de contas não era isso o que eu tanto queria? Na primeira ultrassonografia veio o medo de interrupção da gestação, mas o tempo foi passando e a confiança aumentando. Os cuidados com a saúde e controle de peso alternavam nossa preocupação com a definição do “momento certo” de contar aos amigos e compartilhar nossa alegria. Escutar o batimento cardíaco e descobrir o sexo de nosso bebê foi, com certeza, muito especial. Os meses foram se passando e as consultas cada vez mais esclarecedoras, me preparavam para o grande momento. A decisão da cesárea já havia sido tomada, mesmo recebendo toda a orientação necessária e ouvindo relatos de amigos sobre os benefícios do parto normal. Na medida certa de minha disciplina, mesmo sem merecer uma “nota 10”, procurei fazer atividade física e controlar o peso, o que posso afirmar que faz muita diferença “lá na frente”. Tudo transcorreu dentro da normalidade até a 36ª semana quando as consultas mensais passaram a ser quinzenais. Então, durante a consulta do dia 1º de fevereiro de 2014, a pressão estava alta, o que não havia ocorrido até então. A ultra revelou que nosso bebê não havia ganhado peso nos últimos 15 dias, o que, em conjunto com o quadro de possível pré eclampsia fez com que fossemos encaminhados imediatamente para a maternidade. Lá chegando, tive a pressão estabilizada na UTI Materno-fetal, enquanto o restante da equipe médica era avisada da emergência. O excelente anestesista me tranqüilizou e passou muita confiança, o que facilitou e muito todo o procedimento. Apesar do nervosismo natural de uma mãe de 1ª viagem, me senti muito segura, pois sabia que estava sob os cuidados de profissionais competentes, em especial Dra. Carolina, que me acompanhou durante toda a gestação e que em nenhum momento se omitiu, tomando a acertada decisão, naquele cenário, de interromper a gestação sem comprometer mãe e filha. Em segurança, as 17:50h do dia 01/02, conhecemos o maior amor de nossas vidas: Clara. Não por falta de tentativa, até hoje não encontramos palavras pra descrever esse sentimento que, com certeza, já nos transformou.

Voltar
Fechar Menu