História do Davi

Davi é fruto de uma concepção bem pensada e decidida por mim e pelo Carlos. Aliás, Carlos é uma pessoa muito bem informada e interessada quando o assunto é gravidez, parto e filhos, sempre buscando boa literatura e seminários, principalmente sobre as modalidades de parto, vantagens e desvantagens para mãe e bebê. Não é a toa que, desde quando Davi era apenas um sonho nosso, já idealizávamos o parto: natural. No início, tivemos muita dificuldade em fazer “colar” a ideia: família, amigos e ex-gestantes “cesaristas” são os maiores desestimuladores do parto natural; mesmo sem intenção, tentam, a cada segundo, nos desencorajar de algo que o próprio nome já diz, algo que é natural 070-488. Quando comecei o pré-natal com a Dra. Carolina Mocarzel, já estava com cerca de três meses de gestação, e ganhando peso rapidamente, o que muito me assombrava (convivo há anos com o efeito sanfona), mas contei com o apoio e a orientação adequada para controlar a minha alimentação. Resultado: foi um ganho de peso, no final da gravidez, de apenas 8 kg e 200 g. Excelente! Tive uma gestação muito tranquila, sem intercorrências, e fiz todos os exames e consultas necessárias para um bom pré-natal. Carlos e eu tiramos previamente, ao longo dos encontros, todas as dúvidas sobre o parto, anestesias, analgesias, sensações, dores, e afastei os fantasmas que todos tentam, a todo tempo, inventar sobre o parto natural. Com 37 semanas, comecei o tratamento de acupuntura com a Dra. Gisele, anestesista integrante da equipe da Dra. Carolina, para facilitar o parto, em relação ao colo do útero. A partir da 38ª semana, encerrei minhas atividades no trabalho e tirei os últimos dias antes do parto para a organização final da casa (e da vida) para a chegada do Davi. Com 39 semanas e um dia, comecei a sentir contrações fortes, mas muito espaçadas, e um pouco de mal estar, o que não me impediu de fazer minhas atividades normais. Isso perdurou até o dia seguinte, aumentando o mal estar e as contrações, que passaram a ficar doloridas. Fiquei em contato telefônico constante com a Dra. Carolina, que me informou se tratar de pródromos (um início de trabalho de parto). Com o passar do dia, as contrações foram aumentando, e começaram a ritmar; foi quando a Dra. Carolina sentiu “uma mudança de voz” minha e me pediu para ir ao Hospital (Perinatal Barra); com calma, tomei banho, ajeitamos as coisas, e fomos para a Perinatal. A “viagem” Niterói-Barra, bem no horário de rush, foi dolorida. Cada vez mais, as contrações aumentavam e a dor também (que vinha das costas em direção ao abdômen). Cheguei à Perinatal por volta de 20h, já sendo recepcionada pela Dra. Carolina que fez um toque e verificou que eu estava com 6 cm de dilatação. Subimos para a sala de parto, e cheguei lá já com 8 cm de dilatação. O restante da equipe médica chegou, e Dra. Gisele, após me explicar pela centésima vez como seria a analgesia, começou o procedimento, o que reduziu muito as dores que eu sentia e me permitiu relaxar um pouco. Conseguimos um rádio, colocamos na MPB FM, e começamos o trabalho de parto para a chegada do Davi. Muita força, mas, sem sofrimento exacerbado, e às 22 h e 58 min nascia o Davi, já cansadinho, mas de olhos abertos para o mundo, tudo registrado em foto e filmagem pelas mãos do Carlos e da Dra. Gisele 500-201. Após os cuidados da Pediatra Neonatal, Dra. Gisela, Carlos cortou o cordão, e Davi veio para o meu peito, já com aquela boquinha miúda, ainda sem saber muito bem como funcionava esse negócio de mamar. Depois, Carlos o acompanhou e continuamos o trabalho para a expulsão da placenta, tudo muito tranquilo. Como acabei precisando de uma episiotomia, recebei alguns pontos (não quis saber quantos!), e fui para a sala de repouso, cansada, mas muito feliz e consciente de todo aquele momento maravilhoso. O parto natural me permitiu uma excelente recuperação, descida rápida do leite, movimentação e nenhuma dor desde o dia seguinte. E, ainda, uma ótima perda de peso – 4 meses depois já estava mais magra do que quando comecei a gestação do Davi. Agora, me preparo para mais um parto de sucesso: o do Natan, que já me acompanha há 16 semanas. E nem preciso dizer como vai ser… Uma ótima gestação e parto a todas! Luciana Dores.

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