História do Felipe

A notícia da gravidez do Felipe foi uma surpresa muito bem-vinda! Engravidei alguns meses antes de quando eu e meu marido planejávamos começar a tentar, mas a ideia de dar um irmão ao Rafael nos encheu de alegria. No entanto, nunca imaginei que essa gestação seria tão diferente. “Tranquilidade” foi um estado de espírito que se escondeu na maior parte dessas 38 semanas. Quando eu começava a relaxar, aparecia alguma coisa que me deixava em alerta. E a Dra. Carolina, sempre muito sensata e segura, tinha toda paciência do mundo comigo! Mas o susto maior, que me acompanhou até o final da gestação, veio ainda no primeiro trimestre, quando fiz o exame bioquímico Pratic (aquele que complementa o rastreio de anomalias em fetos). O resultado do beta-hCG livre veio mais alto do que o normal. Apesar de os exames de transnucência nucal, osso nasal, ducto venoso e PAPP-A terem sido normais, fiquei bastante angustiada por não ter certeza se isso, de fato, afetaria o meu bebê. Infelizmente, Medicina não é matemática. Desde essa descoberta, foram muitas e muitas conversas com a Dra. Carolina sobre o assunto, e em todos os momentos em que meu coração ficou apertado me senti muito confortada. Aquele resultado poderia significar uma redução de líquido amniótico, restrição de crescimento do bebê, e/ou má implantação de placenta – não me lembro o que mais). Foi bastante difícil conseguir entender, conseguir tornar a informação tangível para mim. De qualquer forma, tudo seguiu bem com a gestação até a 32a semana, quando o Felipe se posicionou bem baixo, o colo ficou mais macio, e tive de voltar a usar a progesterona, para tentar segurá-lo mais um pouquinho. Com 34 semanas, o percentil e a quantidade de líquido amniótico começaram a diminuir, o espaço para ele já estava ficando pequeno, e a situação me preocupou de verdade. Nessa hora, caiu a ficha sobre o beta-hCG livre alto. Ele iria mesmo nos afetar. Passamos, então, a acompanhar ainda mais de perto o desenvolvimento do Felipe. Toda semana eu fazia perfil biofísico para avaliar a quantidade de líquido, e a cardiotocografia para analisar seu bem-estar. Ele estava ótimo, e a gestação poderia ter ido além de 38 semanas, mas para nos sentirmos mais seguros, decidimos pela antecipação do parto. E assim, depois de nenhum sinal de trabalho de parto, no dia 17 de março de 2017 foi feita a indução, com monitoramento constante, com direito a chuveiro quente, banqueta, música, gelatina, frutas e muito bate-papo. E o Felipe passou por todo o processo muito bem! Um guerreiro, esse meu menino! Em nenhum momento houve queda de qualquer indicador de bem-estar. Foi um parto normal incrível, e muito mais fácil do que o meu primeiro. No final, ele me deixou um pouco apreensiva, é verdade, demorando alguns minutinhos para aprender a respirar sozinho, mas a pediatra, Dra. Cláudia, foi sensacional, nos passando calma e segurança. Nem imagino como teria sido essa gravidez sem a Dra. Carolina, e sem o apoio da Dra. Alessandra. Me senti tão acolhida o tempo todo, pela equipe inteira, que a sala de parto mais parecia um encontro casual! Agradeço a Deus pelo privilégio de sermos cuidados pela fantástica Dra. Carolina e sua excelente equipe. Muito obrigada a vocês por esse parto extraordinário, pela assistência, a paciência e o carinho!

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