História da Isabella

Quando fui convidada para escrever um depoimento de como foi a minha gravidez, confesso que me preocupei. Preocupei-me não com o fato de não querer escrever, porém, com a possibilidade de entristecer muitas pessoas com o meu relato. A minha gravidez, obviamente, não foi fácil. Não no sentido do pré-natal, de enjoos ou passar mal, e sim pelos bombardeios de notícias ruins que se seguiram da gestação até o nascimento da nossa princesa. Eu sempre disse para a doutora Carol: sem você eu não teria conseguido! E isso é a mais pura e absoluta verdade. Em fevereiro de 2010, descobrimos que o meu marido era portador de um linfoma Parajumpers Desert Jakke raro e incurável e eu lembro que, no dia do diagnóstico, ele virou pra mim e disse: não vou deixar a minha vida acabar por causa de um câncer, vou viver como se nada tivesse acontecido! E seguimos! Naquele mesmo dia, Isabella, nossa filhinha, foi fecundada. Nesse momento, já havia passado três meses do início do tratamento de quimioterapia. Eu, obviamente, sem nem sequer imaginar que poderia estar grávida, segui com o meu marido para os tratamentos, quimioterapias, radioterapias… Passei por setores em que uma grávida jamais poderia circular, porém, eu nem imaginava que já estava com a nossa pequena na barriga. Descobrimos a gravidez por acaso e conheci a doutora Carol através de um exame de emergência que precisei fazer para verificar se eu estava com algum problema no útero. Graças a Deus, tudo estava bem com a neném e, então, decidimos fazer todo o acompanhamento com a doutora Carol. Lembro-me, nitidamente, do sorriso do meu marido toda vez que ia à consulta. Eu, porém, ainda em choque com o fato de, talvez, ser mãe com o meu marido lidando com um câncer raro e com a minha mãe também diagnosticada com câncer. Não conseguia ver motivos para rir… Lembro-me dela sempre falar que eu estava desanimada enquanto o meu lindo marido era só sorriso. Sempre fui bem cuidada por ela e acredito que todo esse cuidado não era dado apenas a mim pelo fato de estar extremamente abalada com tantas coisas ruins… Sempre ouvia falar que ela era assim: cuidadosa, preocupada, extremamente detalhista… Foi exatamente a médica certa na hora certa! No finalzinho da gravidez, eu já estava mais animadinha. A doença do meu marido estava controlada e estávamos felizes com a chegada da nossa Isabella. O parto foi todo bem detalhado e cuidadoso. Doutora Carol nos cercou de todos os cuidados e, sem que houvesse necessidade, ainda contou com a ajuda de outra doutora para fazê-lo. Recordo-me que ela dizia que tudo deveria sair perfeito e que não queria contar com contratempos. Tudo foi perfeito! A nossa linda bebê nasceu pequenina e muito saudável. Um grande acontecimento, principalmente na vida do meu marido que, a essa altura, lutava contra a doença novamente. A doença, infelizmente, voltou extremamente agressiva e o meu lindo amor, após um ano do nascimento da nossa bebê, acabou não resistindo… Ainda me recordo de ligar para a doutora Carol e ela, aos prantos do outro lado, sem acreditar que, infelizmente, ele havia partido. Até hoje somos amigas, recebo palavras de incentivo dela e exemplos de como devo tentar me reerguer, pois o meu marido gostaria de me ver assim. Infelizmente, tenho tido pouquíssimos progressos… Mas, sou extremamente grata a essa doce e generosa médica que trouxe ao mundo o meu único e verdadeiro motivo de ainda existir e tentar sobreviver: A minha pequena Isabella. Sempre serei grata a você, doutora Carol, por tudo que fez por nós! E, como relatei no início deste texto, sigo afirmando: Sem você eu não teria conseguido! Obrigada!

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