História da Maria

Eu e meu marido somos médicos, casados há 4 anos, juntos há 11 – desde o início da faculdade de medicina. Decidimos aumentar nossa família, e, como médicos , queríamos alguém com experiência, boa formação técnica e que tivéssemos empatia para conduzir o pré natal e o nascimento da nossa(o) primogênita(o). Lembro da Carol – Dra. Carolina, na maternidade escola, ensinando os alunos, quando era ainda interna! Quanta dedicação! Por coincidência duas grandes amigas me recomendam: ” você tem que ir nela! Ela é ótima!”. Enfim, engravidamos, da nossa primeira filha, nossa Maria. Minha gestação transcorria sem maiores problemas, me sentia bem disposta, exceto pela fome avassaladora! Tudo era tão gostoso! Na décima segunda semana , como de costume, foram solicitados alguns exames para rastreio de cromossomopatias, entre eles o teste duplo. Eu deveria preencher uma ficha no laboratório com informações da avaliação feita pelo Ultrassom desse período e marcar minha idade gestacional na ocasião. Semanas depois recebo uma ligação da Dr. Carolina dizendo que meu teste tinha sido processado erradamente . Entrei na internet para ver o resultado e veio o susto: risco aumentado para síndrome de Down. Entrei em pânico! Era um teste apenas, não era o diagnóstico, o laboratório tinha errado no exame…mas essa possibilidade mexeu muito conosco! Eu e meu marido conversamos muito e decidimos que independente do resultado do teste não iríamos prosseguir com a investigação caso o risco tivesse sido confirmado mesmo – iríamos ter o bebê com o coração aberto, nosso casamento é sólido e Deus iria nos dar braços fortes! Maria já era muito amada, independente de qualquer coisa! A Carol mais do que amiga nessa hora soube me tranqüilizar, além de ter sido profissional em conduzir o restante do caso. Entre cálculos, brigas com o laboratório e incertezas, finalmente o resultado certo saiu e meu risco na verdade tinha diminuído para menos de 1/16000. Ufa! Seguimos em frente… Quando cheguei na vigésima oitava semana, após alguns puxões de orelha por ter ganhado um pouco mais de peso do que o desejável ,fiz o terrível teste oral de tolerância a glicose. Como gravidez de médica sempre tem que ter alguma coisa, a minha não foi diferente! Diagnóstico de diabetes gestacional. Fui encaminhada para os melhores profissionais pela Dra. Carolina , passei por uma dieta rigorosa e exercícios intensificados. O que eu mais queria era a saúde da minha pequena! Como foi difícil fazer dieta, não comer doces e intensificar o acompanhamento obstétrico com exames mais freqüentes e necessidade de interrupção da gravidez com 38 semanas- afinal, nessa fase já estava usando Insulina para controle da glicemia. Toda vez que ia no consultório , era um grande alívio ver que estava tudo bem com minha filha. Como era bom ver ela se desenvolvendo a cada consulta pelo Ultrassom! Não tem preço você poder ter acesso a isso no consultório médico, sem a correria dos centros diagnósticos! Minha gestação foi chegando ao final e meu desejo era que ela nascesse pelas vias naturais de parto. Mas a filhota era preguiçosa! Eu não tinha nenhuma contraçãozinha dolorosa sequer! Decidimos então pela cesariana ao invés da indução do parto, após muita conversa . Dra.Carolina se mostrou, como sempre, simpática a minha decisão, me apoiando em cada momento. No dia 17/2 nasceu minha filha, minha maior alegria, nosso amor maior. Saudável, mamou no peito logo na sala de parto! Agradeço a Deus por ter podido receber a assistência, o cuidado e a competência dessa equipe médica!!! E agradeço pela saúde da minha pequena Maria!!

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