Ondas de calor na menopausa

As ondas de calor são o sintoma mais comum na peri e pós-menopausa, afetando cerca de 60% a 80% das mulheres e, dependendo da intensidade, podem afetar a qualidade de vida de forma significativa. Para mulheres com sintomas moderados e severos, a terapêutica hormonal (TH) deve ser considerada, pois éo tratamento mais efetivo para aliviar os sintomas vasomotores. Converse com sua ginecologista

Atrofia vulvovaginal e Menopausa

A atrofia vulvovaginal é um termo que se refere especificamente às mudanças nas superficies vaginais e vulvares que, ao exame, mostram uma mucosa fina, pálida e seca. Os sintomas associados a essa atrofia, como falta de lubrificação e dor na relação sexual, afetam de 20% a 45% das mulheres na pós-menopausa. A terapia estrogênica promove o crescimento celular vaginal e a maturação celular, promove a recolonização com lactobacilos, aumenta o fluxo sanguíneo vaginal, diminui o pH vaginal para os níveis da menacme, melhora a espessura e a elasticidade vaginal e a respostasexual. Converse com sua ginecologista em busca de uma avaliação adequada e definição do tratamento indicado para o seu caso. NUNCA faça uso de qualquer tipo de hormônio sem supervisão médica.

Vaginal Health: Insights,Views & Attitudes (VIVA)

Muitas pesquisas com mulheres na pós-menopausa, como a Vaginal Health: Insigh Views & Attitudes (VIVA) têm mostrado que a atrofia vulvovaginal afeta negativamente a saúde sexuale a qualidade de vida. Na pesquisa on-line VIVA, realizada em seis países, cerca de 45% das mulheres na pós-menopausa relataram ter esses sintomas como atrofia vulvovaginal relacionada com a menopausa. Nessa pesquisa, perguntou-se às mulheres se o desconforto vaginal afetou suas vidas. Entre as mulheres norte-americanas que responderam, 80% consideraram ter afetado negativamente suas vidas; 75% relataram consequências negativas sobre a vida sexual; 68% mencionaram ter se sentido menos atraentes sexualmente; 36% disseram ter se sentido mais velhas; 33% relataram efeitos negativos sobre o casamento ou relacionamento; 26% mencionaram efeito negativo sobre a autoestima; 25% responderam que a atrofia vulvovaginal reduzia a qualidade de vida.

Terapia hormonal e infecção urinária de repetição

Infecção urinária recorrente é definida como pelo menos três episódios de infecção do trato urinário nos últimos 12 meses ou pelo menos dois episódios nos últimos seis meses. Os principais fatores associados à infecção urinária recorrenteem mulheres na pós-menopausa são prolapso vesical, resíduo pós-miccional e incontinência urinária, associados à diminuição nos níveis de estrogênio.
A terapia hormonal apresenta efeito proliferativo no epitélio uretral e da bexiga, podendo ter efeito benéico sobre os sintomas de urgência urinária e nos casos de infecção urinária recorrente em mulheres com atrofia urogenital.
Converse com sua ginecologista em busca de uma avaliação adequada e definição do tratamento indicado para o seu caso. NUNCA faça uso de qualquer tipo de hormônio sem supervisão médica.

Libido e Menopausa

Em uma análise secundária do estudo Women’s Health Initiative (WHI) sobre persistência de atividade sexual, a terapia hormonal não se correlacionou com maior persistência de atividade sexual (nível de evidência: A), não sendo recomendada como o único tratamento para problemas da função sexual, incluindo diminuição da libido.

Todas as mulheres na menopausa precisam fazer terapia hormonal? Por quanto tempo?

O tempo de manutenção da terapia hormonal deve ser considerado de acordo com os objetivos da prescrição e também com os critérios de segurança na utilização. O uso de terapia hormonal é uma decisão individualizada em que a qualidade de vida e fatores de risco, como idade, tempo de pós-menopausa, risco individual de tromboembolismo, doença cardiovascular e câncer de mama, devem sempre ser avaliados. Além disso, o momento do início da terapia hormonal, a dose e a via de administração parecem ter um importante papel na tomada de decisão. Em uma reanálise do estudo WHI as mulheres que tiveram maior benefício com o uso de terapia hormonal foram aquelas com idade entre 50 e 59 anos ou com menos de dez anos de pós-menopausa.

Terapia hormonal e Doença de Alzheimer

Embora pareça haver redução do risco da doença de Alzheimer, se a terapia hormonal é iniciada no começo da menopausa ou em mulheres mais jovens, não há evidências que corroborem seu uso para prevenir ou tratar desordens cognitivas, demência ou doença de Alzheimer.

Quais os benefícios da Terapia Hormonal na menopausa

Há evidências de benefícios da TH sobre:
• Sintomas vasomotores (fogachos)
• Efeito positivo no humor e sono na transição menopausal
• Irregularidade menstrual na transição menopausal
• Prevenção de fraturas 
• Prevenção e tratamento da atrofia vulvovaginal
• Melhora da função sexual 
• Redução do risco de DM2 
• Diminuição de câncer colorretal 
• Redução do risco cardiovascular e de doença Alzheimer quando iniciada na transição menopausal ou na pós-menopausa recente 
• Melhora da qualidade de vida das mulheres sintomáticas

Cada paciente deve ser avaliada e seu cenário individualizado pois, mesmo com os benefícios da Terapia Hormonal, há riscos associados que merecem ser considerados antes da prescrição de qualquer medicamento. 
REGRA IMPORTANTE ao prescrever uma Terapia Hormonal na menopausa: usar as menores doses hormonais e o mínimo tempo necessário para obter alívio dos sintomas.

Hormônios Bioidênticos

Avaliação nutricional merece uma abordagem individual, com foco nas necessidades de cada mulher em sua atual fase de vida. Deve fazer parte da rotina de uma história clínica as características da alimentação de cada paciente com perguntas simples, porém essenciais:

1) Você se alimenta bem?
2) Ingere todo tipo de proteínas?
3) Bebe água?
4) Tem alguma restrição alimentar e, se sim, por qual motivo?

São perguntas que podem permitir ao médico orientações iniciais bem como o encaminhamento para uma nutricionista qualificada e apta a orientar e ajustar um cardápio de acordo com as necessidades, objetivos e fase de vida da mulher. A gestação, o pós parto e a menopausa são exemplos de momentos que merecem cuidados especiais com a dieta.

Contra indicações para realizar Terapia Hormonal

• Doença hepática descompensada
• Câncer de mama
• Câncer de endométrio
• Lesão precursora para câncer de mama
• Porfiria
• Sangramento vaginal de causa desconhecida
• Doenças coronariana e cerebrovascular
• Passado de trombose
• Lúpus eritematoso sistêmico

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