História do Natan, irmão do Davi

Começando pela última frase que escrevi aqui, há tempos atrás, quando relatava a experiência do parto do meu primeiro filho: “me preparo para mais um parto de sucesso: o do Natan, que já me acompanha há 16 semanas”. Após dois anos de nascimento do nosso Davi, decidimos fortalecer nossa família com mais um membro na equipe. E foi rápido: no mês seguinte já estava grávida. Mas já vinha me preparando física e emocionalmente para essa mudança, previamente me consultado com Dra. Carolina para as orientações e prescrições necessárias. Tal como na gravidez do Davi, vieram os enjoos, as quedas de pressão, mas o pior foi o controle de peso: muito mais difícil no segundo filho do que no primeiro. E olha que a Carolina já havia me avisado sobre isso… De toda forma, contei mais uma vez com o apoio dela e a orientação adequada para controlar a minha alimentação. Não consegui bater 8 kg e 200 g da gestação anterior, mas também não fiquei muito longe. A gestação ocorreu sem intercorrências. Com o apoio do meu marido, parceiro ideal, participante de todas as consultas, exames, e sobretudo, peça fundamental para orientar a recepção do novo irmão pelo irmão maior. Chegou a 37a semana, a 38a, a 39a, e nada do Natan.Começou a ansiedade. O nervosismo. O medo de ter que submeter a uma cesariana ou a um parto induzido. Dra. Carolina, preocupada, pedia para me ver com intervalo de dias nessa reta final. Marcávamos uma data final para indução; eu temia, pedia para adiar, e ela sempre “entendia e atendia”. E foi assim dia após dia, consulta após consulta, até que ela chamou o Natan para uma conversa séria: não dava mais para esperar. Estávamos na 40a semana, aquela vida boa dele tinha que terminar. Me orientou andar muito, muito mesmo, no calçadão da praia. E como uma paciente obediente, cumpri a missão. Não deu outra: as contrações começaram ali mesmo; fui para casa, preparei as coisas, deixei meu filho mais velho com minha mãe, e segui com meu marido para a Perinatal Barra (esclarecendo que moro em Niterói). Cheguei com 7 de dilatação, subi para a sala de parto, mal consegui tomar a analgesia. As dores são lancinantes, mas também não duraram muito tempo: a equipe me tranquilizou e após romper a bolsa, Natan deslizou para as mãos de quem tanto cuidou e zelou por ele dentro da barriga. Sem episio, olha que beleza! Natan chegou bem, às 2h22min do dia 11/10/2013, cheio de saúde, peso e altura normais, direto para meu peito, e ali ficou, aninhado. Eu, cansada, mas extremamente feliz. Logo depois do parto, eu já estava de pé, mudança sozinha de maca, e o recebi logo, logo no quarto. Depois chegou meu Davi, feliz com a vinda do irmão. Da mesma forma que o anterior, o parto natural me permitiu uma excelente recuperação, descida rápida do leite, movimentação e nenhuma dor desde o dia seguinte. Agora, comemoraremos o primeiro ano do nosso Natan, agradecendo o carinho que recebemos antes, durante e depois de todo o pré natal com a Carol, como já podemos chamá-la, de forma respeitosa e muito amorosa. Ela consegue ter excelência no atendimento médico, sem, no entanto, perder a essência humana. Obrigada por mais um rebento! Quem sabe não nos reencontramos em breve para mais uma História de um parto? Luciana e Carlos, pais do Davi e do Natan

Voltar
Fechar Menu