História do Vicente

O parto (a visão do pai),
Que momento marcante em nossas vidas, um divisor de águas, um vendaval de emoções, um ápice de felicidade, realmente impressionante; quando apareceu a cabecinha do Vicente sendo retirado cuidadosamente pelas mãos da Dra. Carolina, tive certeza que minha vida nunca mais seria a mesma. Eu transbordava de alegria, estava muito apreensivo por esse momento e tudo aconteceu tão rápido… A Mari sempre foi muito ativa antes e durante a gravidez, fazendo regularmente musculação, caminhadas e exercícios na bola de pilates. Com 39 semanas e 2 dias, no dia 25 de março de 2016 (sexta-feira santa), após um dia com bastante atividade, a Mari começou a sentir leves contrações em torno das 21h. A partir desse momento, ela já tinha convicção que o parto seria logo. Enquanto eu ainda achava que eram apenas contrações de treinamento (Braxton-Hicks), não imaginava que tinha chegado o momento do parto. Como as contrações estavam ocorrendo com frequência menor que 10 min, durando entre 30 e 45 segundos e assim por mais de 2 horas, fomos às 2h da manhã para a Perinatal sob a orientação da Dra. Carolina. A Mari foi examinada, mas ainda estava sem dilatação, então retornamos para casa. A Mari passou a madrugada acordada com contrações arrítmicas e, às 9h de sábado, retornamos para a Perinatal. Ela ainda estava com 2 cm de dilatação. Dra. Carolina, que o tempo todo ficou de prontidão em contato com a gente, foi para a Perinatal e acompanhou a Mari sentindo muita dor com as contrações e a dilatação não evoluindo. Às 11h, embora não fossem nossos planos, a Mari decide pela cesariana sem aguentar mais de dor. Dra. Carolina pontua nossa decisão de forma bem delicada e confortadora. Com a confirmação que essa é a decisão do casal, seguimos para a sala de cirurgia. No momento do parto, a equipe médica constata que a cesariana seria inevitável, pois a bolsa rompeu, havia mecônio no liquido amniótico e já passavam muitas horas tendo contrações, podendo causar sofrimento ao bebê. O Vicente nasceu às 13h de sábado, véspera do domingo de Páscoa. Destaco um episódio em especial no momento em que fiquei aguardando ser chamado para acompanhar o parto, após assistir impotente a Mari sentindo a dor das contrações durante 15h. Nesses poucos minutos que antecediam a cirurgia, consigo liberar um pouco a tensão de tentar transparecer segurança para Mari e surge uma sensação muito prazerosa da proximidade do nascimento do nosso filho, que me faz desabar em lágrimas sem entender muito bem o motivo naquele instante. Dra. Carolina, que foi o tempo todo muito presente e atenciosa; que nos aceitou já com 29 semanas de gravidez às vésperas do seu próprio parto; interrompeu o caminhar e retornou a fim de me confortar de modo que me reestabelecesse para acompanhar o nascimento do nosso primeiro filho. Alain, Mariana e Vicente

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